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Alcoolismo

​O ALCOOLISMO é caracterizado pela vontade incontrolável de beber, falta de controle ao tentar parar a ingestão, tolerância ao álcool (doses cada vez maiores para sentir os efeitos da bebida) e dependência física, que se manifesta com sintomas físicos e psíquicos nas situações de abstinência alcoólica.



O diagnóstico de alcoolismo não tem relação com o tipo e quantidade da substância ingerida pela pessoa, mas sim à capacidade em controlar o consumo de bebida.



Além da já reconhecida predisposição genética para a dependência, outros fatores podem estar associados: ansiedade, angústia, insegurança, fácil acesso ao álcool e condições culturais. Por ser muito relacionado à socialização – os primeiros efeitos do álcool são euforia e desinibição - é comum que o hábito se inicie na adolescência, período em que começam a ser frequentes reuniões com oferta de bebidas alcoólicas.



No Brasil, 10% da população sofre com o alcoolismo. Os homens correspondem a 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%.



​Sinais e Sintomas

​​Os sinais e sintomas classicamente associados à dependência de substâncias são falta de controle sobre o uso, tolerância cada vez maior e manifestações de síndrome de abstinência. Neste último caso, a pessoa manifesta alguns sintomas quando interrompe o consumo de álcool: tremores nos lábios e extremidades (mãos, pés), náuseas, vômitos, suor excessivo, ansiedade, irritação, podendo evoluir para convulsões e estados de confusão mental, com falta de orientação no tempo e no espaço e alucinações.




Diagnóstico

Algumas questões úteis para avaliar se o indivíduo tem problemas com o álcool são:



VOCÊ JÁ SENTIU QUE DEVERIA DIMINUIR A BEBIDA?

VOCÊ FICA IRRITADO QUANDO CRITICAM O SEU HÁBITO DE BEBER?

VOCÊ JÁ SE SENTIU CULPADO POR BEBER?

VOCÊ JÁ INGERIU BEBIDA ALCOÓLICA PELA MANHÃ?



Se uma das perguntas tiver a resposta SIM, é sinal de que é preciso investigar a questão de forma mais aprofundada. Procurar um médico é uma boa opção.



Tratamento 

O PRIMEIRO PASSO é o doente reconhecer que é alcoolista e querer mudar a situação. Depois, a família e/ou o dependente devem procurar um psicólogo ou psiquiatra, que avaliará as possibilidades de tratamento.



O tratamento pode envolver a desintoxicação, que é a retirada da bebida com acompanhamento profissional, a ingestão de medicamentos que auxiliam no controle do desejo de beber e aconselhamento individual ou em grupo.



O envolvimento da família é fundamental nessa etapa, pois o alcoolismo é uma doença que envolve não só o dependente, mas também todos de seu convívio.



Impacto

O álcool, junto com o tabagismo, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças.



Quando utilizado por tempo prolongado, tem ação tóxica sobre diversos órgãos. O uso constante provoca danos ao sistema nervoso, podendo causar demência, bem como diminuição da sensibilidade e da força muscular nas pernas. Outras possíveis consequências são: no estômago, pode ocasionar gastrites e úlceras; no fígado, pode desencadear hepatites, acúmulo de gordura e cirrose; no pâncreas, gera pancreatite; e no sistema circulatório, aumenta o risco de miocardites, pressão alta, acidentes vasculares cerebrais e aterosclerose (acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos).



O álcool também tem relação com o desenvolvimento de câncer no trato intestinal, na bexiga, próstata e outros órgãos.



Além disso, ficam prejudicadas as relações sociais. No excesso e na ausência dele, o dependente se torna irritado, tem tremores e crises de ansiedade, que só melhoram com o consumo cada vez maior.

AIDS

Definição

A Aids, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, é um quadro clínico extremamente grave, decorrente da infecção causada por um microrganismo da família dos retrovírus, denominado vírus da imunodeficiência humana (HIV).


O ser humano é a única espécie que se infecta e desenvolve doença por esse agente, do qual se conhecem duas subespécies distintas: o HIV-1, mundialmente distribuído e o mais frequente no Brasil, e o HIV-2, predominante em alguns países da África Ocidental, entre os quais Costa do Marfim, Senegal e Guiné-Bissau.


​Características

Qualquer que seja a forma de contágio, depois que a pessoa se infecta o vírus torna-se um parasita no organismo, preferencialmente de células do sistema imunológico – entre as quais os chamados linfócitos auxiliadores (ou linfócitos T-4) , o que significa, na prática, destruir os agentes das defesas naturais do corpo contra infecções em geral. Essa destruição é lenta e progressiva: pode levar de oito a dez anos até que o indivíduo infectado perca a capacidade de proteção imunológica. Quando isso finalmente ocorre, ele fica sujeito a uma série de doenças por falta de proteção contra agentes infecciosos.


Qual a diferença entre ser portador do HIV e doente de AIDS?

A evolução dos danos causados pelo HIV varia entre os infectados, mas é possível identificar um padrão comum para esse desenvolvimento. Ao longo dos oito a dez anos mencionados, em regra a pessoa infectada não apresenta manifestações clínicas, mas há uma intensa multiplicação do vírus nas correntes sanguínea e linfática. Em mais de 50% dos casos, porém, podem surgir sintomas de infecção aguda logo após a contaminação, entre os quais febre, exantemas cutâneos (erupções na pele), aumento dos gânglios linfáticos (ínguas), discreta hepatoesplenomegalia (fígado e baço aumentados) e alterações de sangue semelhantes às que ocorrem na mononucleose infecciosa (ver neste capítulo o artigo “Síndrome da Mononucleose Infecciosa”).


Quase sempre esse quadro se resolve espontaneamente, e então a pessoa se mantém apenas como portadora do HIV por períodos variáveis, que dependerão do grau de multiplicação viral no paciente infectado e que duram em geral de oito a dez anos. Nesse período, esses pacientes são praticamente assintomáticos, podendo ser identificados apenas por exames de sangue com testes apropriados.


A partir de um determinado ponto, a destruição acentuada das células do sistema imunológico afeta  a tal ponto as defesas orgânicas naturais que a pessoa passa a ser vítima de uma sucessão de doenças infecciosas – daí por diante, ela deixou de ser apenas portadora do HIV para transformar-se em doente de AIDS.


​O HIV pode causar a morte do doente de AIDS?

A alta mortalidade da AIDS não se deve diretamente ao HIV, mas às infecções (a vírus, protozoários ou bactérias) que o doente contrai sem que seu organismo reaja adequadamente a elas. Entre essas infecções destacam-se as chamadas oportunistas, ou seja, aquelas que normalmente não causam doença em pessoas com o sistema imunológico em boas condições: por exemplo, a monilíase oral e esofágica (o popular “sapinho”), a pneumonia causada pela Pneumocystis carinii  (pneumocistose), a retinite por citome-galovírus (que pode levar à cegueira) e a encefalite por Toxoplasma gondii (toxoplas-mose cerebral). No Brasil, é importante ressaltar também a grande incidência de tuberculose, pulmonar ou disseminada.


Diagnóstico

Há vários testes sorológicos disponíveis para detectar anticorpos específicos contra o HIV e, desse modo, identificar a presença desse retrovírus em portadores que ainda não apresentam os sintomas da AIDS. O principal deles – e que, quando associado à avaliação de possíveis comportamentos de risco, leva ao diagnóstico da contaminação – é o ensaio imunoenzimático, conhecido como ‘Elisa’.


Trata-se do teste mais ampla-mente utilizado devido à sua sensibilidade e especificidade, ao baixo custo e à praticidade.


O Elisa detecta a presença de anticorpos ao vírus HIV e não ao HIV propriamente dito, e sua positividade indica indiretamente que a pessoa encontra-se infectada pelo vírus. Como existe a possibilidade, ainda que pequena, de falsos-positivos (testes com resultado positivo para pessoas na realidade não infectadas), é preciso confirmar a positividade, especialmente em indivíduos que não tenham antecedentes e/ou quadro clínico compatíveis com o diagnóstico.


Além do diagnóstico sorológico da infecção, existem também métodos para a determinação do nível de destruição do sistema imunológico, que consistem em quantificar no sangue o número de linfócitos auxiliadores e o de linfócitos CD4 (ou dosagem de CD4).

Sabe-se que a diminuição relativa, ou principalmente a absoluta, de linfócitos CD4 está associada ao aparecimento de infecções oportunistas.


Há também uma técnica que permite medir a carga viral (dosagem de carga viral). Além da confirmação da infecção, já que detecta diretamente a presença do vírus, essa dosagem é de grande utilidade na avaliação da multiplicação do vírus na corrente sanguínea, constituindo hoje um parâmetro fundamental para controle do tratamento.


Prevenção

Cientistas de vários países vêm se empenhando na tentativa de descobrir uma vacina contra a Aids. Enquanto isso não ocorre, as principais medidas para prevenir a contaminação com o HIV são:

Campanhas de prevenção – considerando a importância dessa pandemia e a alta mortalidade a ela associada, a principal responsabilidade da prevenção cabe às autoridades de saúde, que devem promover campanhas regulares de orientação à população mostrando os riscos de transmissão do agente infectante e as formas de impedir o contágio.


Sexo seguro – o uso de camisinha é o meio mais eficiente de evitar a contaminação durante as relações sexuais.

Agulhas e seringas descartáveis – é essencial o uso de agulhas e seringas descartáveis em toda situação em que se vá injetar qualquer tipo de droga no organismo, seja esta ilegal ou medicamentosa.


Controle dos bancos de sangue – é fundamental, para impedir a transmissão de sangue contaminado para pessoas sãs.

Tratamento da grávida infectada pelo HIV – diversos estudos demonstram redução drástica da transmissão do HIV para o recém-nascido – a taxa chega a cair de 30 para menos de 1% – quando a grávida infectada é tratada com medicações anti-retrovirais (coquetéis).


Tratamento

O tratamento da síndrome, que deve sempre ser conduzido por infectologista, supõe medidas contra as infecções oportunistas e, se possível, prevenção à ocorrência dessas infecções e administração de medicamentos anti-retrovirais (especificamente, contra o HIV).


A primeira droga anti-retroviral específica, a zidovudina ou AZT, surgiu em 1987. Posteriormente, outros medicamentos com mecanismo de ação semelhante ao do AZT foram aprovados para uso clínico: didanosina (ou ddl), zalcitabina (ou ddC), stavudina (ou D4T), lamivudina (ou 3TC), abacavir, tenofovir, nevirapina e efavirenz. Eles agem impedindo a incorporação do vírus ao núcleo da célula infectada e diferem entre si principalmente pelos efeitos colaterais.


A partir de 1996 surgiu uma nova classe de drogas anti-HIV, inibidoras da protease, que impedem a liberação do vírus de células infectadas e, assim, dificultam o parasitismo de outras células. A associação desses medicamentos com o AZT ou semelhantes resulta nos chamados “coquetéis anti-AIDS”, que vêm demonstrando grande eficácia na reconstituição, ao menos parcial, do sistema imunológico das pessoas infectadas e na reversão da multiplicação do HIV na corrente sanguínea. Muitas pessoas conseguem, com boa aderência ao tratamento, cargas virais negativas no sangue, embora a multiplicação ainda ocorra em reservatórios celulares.


Convém lembrar que até o momento, com as drogas disponíveis, não existe possibilidade de suspensão do tratamento e que a falta de adesão completa a ele torna o vírus resistente aos medicamentos empregados.


Transmissão

O principal mecanismo de transmissão do HIV, que responde por aproximadamente 60% de todos os casos, é o contato sexual da pessoa sã com outra infectada, por relacionamento hetero ou homossexual. Outros 30% derivam de transmissão do vírus por sangue contaminado, mas essa taxa vem sendo reduzida graças ao controle que se passou a fazer do sangue utilizado em transfusões. Mas continuam muito comuns os casos de contágio entre usuários de drogas injetáveis, pelo compartilhamento de seringas e agulhas.


A transmissão do HIV da mãe infectada para o feto, que ocorre na gravidez, durante o trabalho de parto e no aleitamento, era insignificante no início da pandemia, mas hoje já contribui para cerca de 3 a 5% dos casos no Brasil. Existem também relatos de contágio por inseminação artificial, por doação de órgãos contaminados e até por saliva, embora todas essas formas de transmissão ocorram em porcentagens relativamente baixas.


É importante mencionar que o convívio social com pessoas infectadas pelo HIV não significa risco de contaminação. Pelo mesmo motivo, não têm fundamento as crenças de que seria possível a contaminação pelo contato com tábuas de privada, roupas e outros objetos usados pelo doente.


Quais os principais comportamentos de risco em relação à transmissão do HIV?

No Brasil, os principais comportamentos de risco são as relações homo e heterossexuais sem prática de sexo seguro (ou seja, sem uso de camisinha) e o compartilhamento de agulhas e seringas por usuários de drogas injetáveis.

Adenomiose

O que é?
Adenomiose acontece quando o endométrio (tecido que recobre a parte interna no útero) se desenvolve no miométrio (músculo do útero).


Quais os sinais?

Os sintomas mais frequentes são sangramento menstrual em grande quantidade, que pode estar associado a cólica menstrual intensa.


Causas

As causas da adenomiose são desconhecidas.


Existem “tipos”? Caso sim, quais?

Adenomiose focal: quando essa alteração se localiza em uma região específica do miométrio, formando nódulos parecidos com miomas uterinos.


Adenomiose difusa: quando a alteração está em todo miométrio.


O que fazer?

Mulheres com queixa de sangramento menstrual intenso e cólica de forte intensidade devem procurar o ginecologista para investigação, pois esses sintomas podem aparecer em outras doenças como o mioma uterino e a endometriose.


Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito com ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pelve.


Prevenção? É possível?

Não existe prevenção para o desenvolvimento da adenomiose


Tratamento

O controle dos sintomas pode ser feito com anticoncepcionais nas suas diferentes apresentações e formas de apresentação (via oral, injetável, dispositivo intra-uterino). Mas, o tratamento definitivo é feito com a retirada do útero (histerectomia).

Acne

​Definição

Considerada a doença de pele mais comum na adolescência, a acne vulgar inicia na puberdade e se estende até a terceira década de vida. Pode, no entanto, começar mais tardiamente, algumas vezes associada a problemas hormonais como, por exemplo, a síndrome dos ovários micropolicísticos.


Geralmente se apresenta como cravos e espinhas, mas em alguns casos surgem lesões maiores – e às vezes mais severas – que podem causar problemas psíquicos e sociais para o adolescente. A ausência de tratamento adequado pode deixar como saldo cicatrizes antiestéticas e de difícil tratamento.


Características

Por influência hormonal na adolescência há um aumento da atividade e do tamanho da glândula sebácea. Como conseqüência, aumenta também a oleosidade da pele. Associado a esse fato, às vezes, há ainda um engrossamento da camada mais superficial da pele.


Como resultado, ocorre a formação de pequenas massas de queratina (substância dura e impermeável à água, de natureza protéica, existente nas unhas, nos pêlos e na pele) e sebo, que obstruem os poros. Surgem então os comedões (ou cravos).


Por ação de germes da flora bacteriana normal da pele sobre o sebo (germes esses que normalmente habitam a pele), há a liberação de ácidos graxos livres (substâncias existentes no nosso organismo, derivadas da decomposição química da gordura). Isso irrita a pele e causa o aparecimento de pequenas lesões avermelhadas. Em contato com a queratina e o sebo, tais lesões vão formar espinhas amareladas com secreção purulenta – ou, quando mais profundas, cistos e abscessos.


Incidência

Tanto o homem quanto a mulher produzem hormonios andrógenos, envolvido no desenvolvimento da acne. Na maioria dos casos, a mulher vítima da acne não apresenta distúrbios hormonais. Já se demonstrou, porém, que a pele do indivíduo com acne tem a capacidade de metabolizar (transformar) o hormônio masculino em taxas acima do normal havendo, portanto, uma alteração da resposta hormonal da glândula sebácea (glândula que produz sebo ou gordura). Os hormônios femininos, por sua vez, diminuem a formação de secreção sebácea.


Causa

A acne decorre da ação hormonal, mas pode ser desencadeada ou piorada por alguns medicamentos. Também existe um fator genético envolvido.


O uso de pomadas, cremes, injeções ou comprimidos à base de corticóides e de medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose e da epilepsia podem piorar um quadro existente ou propiciar o surgimento de acne, assim como o iodo, o cloro, o bromo. A vitamina B12 também tem o poder de agravar ou desencadear a acne.


O estado emocional e, na mulher, a proximidade da menstruação contribuem para a ocorrência do problema.


Cremes, pomadas e cosméticos gordurosos seguramente pioram a acne. A manipulação das lesões pelo paciente ou por profissional não habilitado é outro fator agravante – o ato de "espremer" espinhas ou cravos pode deixar manchas residuais e até cicatrizes na pele.


Sintomas

A acne é caracterizada pelo aparecimento de cravos, espinhas, cistos e até abscessos na pele, conforme a intensidade do caso. Tais sinais costumam surgir na face, no peito, nos ombros ou nas costas, juntamente com aumento da oleosidade da pele. Os cravos são pretos (se fechados) ou claros (se abertos). Manifestações mais graves, os cistos podem drenar pus, deixando por vezes cicatrizes elevadas ou deprimidas.


De acordo com o predomínio de um ou mais tipos de lesões, classifica-se a acne em quatro graus, em escala ascendente:


- o grau I indica a ocorrência apenas de cravos;

- os graus II e III caracterizam-se pela evolução da primeira, com lesões papulosas (pequenas elevações da pele) e pustulosas (pus acumulado abaixo da epiderme);

- no grau IV coexistem todas as lesões descritas anteriormente, além de cistos e cicatrizes. A acne de grau IV, a mais severa, ocorre com mais freqüência entre homens, atingindo a face, o tronco e o pescoço.


Prevenção

Em primeiro lugar é importante não ‘espremer’ a lesão, a fim de evitar a formação de cicatrizes. Caso tenha iniciado um tratamento, convém fazer manutenções regulares até que, com o passar dos anos, os sintomas desapareçam naturalmente.


Tratamento

- Tratamento tópico: higiene com sabonete adequado para o tipo de pele, esfoliantes, géis, antibióticos etc. ​Dependerá do caso e conforme a prescrição médica.

- Limpeza de pele com profissional habilitado.

- Tratamentos orais (inclui antiandrogenos e antibióticos) para casos mais extensos, tambe´m por indicação médica.

- Tratamento de marcas e cicatrizes pode ser feito com peelings químicos, laser etc. Sempre com recomendação médica!

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico


O que é


O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), também conhecido por derrame ou isquemia cerebral, é causado pela falta de sangue em uma área do cérebro por conta da obstrução de uma artéria.


Quando não mata, o AVCI deixa sequelas que podem ser leves e passageiras ou graves e incapacitantes. As mais frequentes são paralisias em partes do corpo e problemas de visão, memória e fala.


A falta do sangue, que carrega oxigênio e nutrientes, pode levar à morte neuronal em poucas horas. Por isso, o reconhecimento dos sintomas e encaminhamento rápido ao hospital são atitudes fundamentais.


Causas



Os fatores de risco para o AVC podem ser considerados modificáveis (controlados com mudanças no estilo de vida ou medicamentos) ou não modificáveis.


O tabagismo, altas taxas de colesterol e triglicérides, sedentarismo e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas são os principais fatores de risco. Pessoas com pressão alta têm quatro a seis vezes mais chances de terem um episódio de AVC. Isso acontece por conta do enrijecimento dos vasos e aterosclerose, comuns em hipertensos, que pode levar à obstrução arterial. Os pacientes diabéticos também devem controlar as taxas de glicemia capilar e outros fatores de risco, pois o risco de isquemia é duas vezes maior se comparado ao de pessoas não diabéticas.


Sintomas

Fraqueza ou adormecimento em apenas um lado do corpo, dificuldade para falar e/ou entender coisas simples, engolir, andar e enxergar, tontura, perda da força da musculatura do rosto ficando com a boca torta, dor de cabeça intensa e perda da coordenação motora. Os sinais acontecem de forma súbita e podem ser únicos ou combinados.

Diagnóstico


O diagnóstico e tratamento precoce dependem da rapidez com que o paciente procura o serviço de emergência capacitado para o atendimento de AVC, que deve contar com equipe treinada e tomografia disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O tempo recomendado para o diagnóstico do paciente com AVC, da entrada no setor de emergência até a confirmação por exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética) deve ser, no máximo, de 45 minutos. A tomografia é mais utilizada pela rapidez, disponibilidade e falta de contraindicações para sua realização.


Devem ser realizados também exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas, Doppler transcraniano e exames de laboratório, com a finalidade de identificar a causa da isquemia.


Tratamento

O tratamento para a desobstrução das artérias consiste na administração de um tipo de medicamento trombolítico, que dissolve o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo no cérebro. Esse tratamento deve ser aplicado em até 4 horas e 30 minutos do início dos sintomas, aumentando assim as chances de recuperação e minimizando as sequelas e taxa de mortalidade.

O medicamento também pode ser injetado diretamente no interior do coágulo, para a destruição do trombo, por cateterismo cerebral. O procedimento, realizado em uma sala de hemodinâmica, deve ser feito em até 6 horas do início dos sintomas. Um cateter é introduzido na artéria femural (localizada na virilha), seguindo o fluxo das artérias até chegar à obstrução para aplicar o medicamento.


Existem cateteres que podem realizar a desobstrução da artéria sugando ou retirando o trombo ou coágulo de dentro do vaso. Nestes casos, chamados de terapia combinada, o medicamento pode ou não ser utilizado.


O tratamento com trombolíticos é uma realidade recente. Aprovado desde 1995, é o único disponível para este tipo de acidente cerebral. Devido aos seus critérios de exclusão, sendo o principal o tempo de 4 horas e 30 minutos, somente pacientes selecionados recebem este tratamento.


No Einstein, 17% dos pacientes com AVCI recebem este tratamento. No mundo, este índice cai para 1%.


Independente da técnica, o fator fundamental para um bom resultado é o tempo. Quanto menor o tempo entre os sintomas e o tratamento, maiores as chances de recuperação.


Os cuidados realizados nos pacientes pela equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos) são os que trazem mais benefícios para os pacientes. A prevenção de complicações como infecções e o início da reabilitação precoce são os mais importantes para todos os pacientes, trombolisados ou não.

Prevenção

É indispensável o controle da pressão arterial a níveis inferiores a 12X8 mmHg, do diabetes e dos níveis de colesterol no sangue. Os pacientes que apresentam alguma doença cardíaca devem fazer acompanhamento médico regular. Todos devem praticar exercícios físicos regulares orientados por um profissional e manter uma alimentação equilibrada.

Incidência
Responsável por 85% dos casos de derrame, a doença é a principal causal de morte e incapacidades no Brasil. A cada 6 segundos uma pessoa no mundo morre decorrente de um AVC. Raro em crianças, acomete tanto pessoas jovens quanto idosas.




Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico

O que é?




O acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH) se caracteriza pelo sangramento em uma parte do cérebro, em consequência do rompimento de um vaso sanguíneo. Pode ocorrer para dentro do cérebro ou tronco cerebral (acidente vascular cerebral hemorrágico intraparenquimatoso) ou para dentro das meninges (hemorragia subaracnóidea).
A hemorragia intraparenquimatosa (HIP), é o subtipo mais comum de hemorragia cerebral, acometendo cerca de 15% de todos os casos de AVC.

Causas
Ocorre principalmente em decorrência da hipertensão arterial ou de uma doença chamada angiopatia amilóide. Nestas doenças, as paredes das artérias cerebrais ficam mais frágeis e se rompem, causando o sangramento.


Sintomas

Os sinais e sintomas são sempre súbitos e podem ser: fraqueza de um lado do corpo, perda da sensibilidade ou do campo visual de um ou ambos os olhos, tontura, dificuldade para falar ou para compreender palavras simples e até mesmo a perda da consciência ou crises convulsivas.

Diagnóstico


O diagnóstico é feito por meio da realização de exames de neuroimagem, como tomografia de crânio ou ressonância magnética, logo diante da suspeita clínica, ou seja, imediatamente na chegada ao hospital, no serviço de emergência. Estes exames demonstram a localização e o tamanho da hemorragia.

Tratamento


O tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, dependendo do volume da lesão, da localização e da condição clínica do paciente. Mesmo os pacientes tratados cirurgicamente recebem todo o suporte clínico e de reabilitação.



O tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento.


Em algumas situações, o tratamento cirúrgico é decidido por esta medida e não realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro.


O tratamento clínico tem o objetivo de controlar a pressão arterial, complicações como crises convulsivas e infecções.


A reabilitação deve ser iniciada tão logo a condição do paciente permita e é uma parte do tratamento. Como seu início depende das condições do paciente, somente deve ser feita quando não há perigo de piorar o estado neurológico ou clínico. Um bom programa de reabilitação conta com uma equipe de fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem e terapia ocupacional, que deverá traçar um plano terapêutico individualizado, baseado nas sequelas neurológicas, garantindo a qualidade de vida do paciente.





Prevenção


​

A prevenção deve ser feita pelo controle rigoroso da pressão arterial, que deve ser mantida a níveis inferiores a 120 X 80 mmHg, e evitando o consumo abusivo do álcool, que também é um importante fator de risco para esta doença.

Incidência

 

 O AVCH corresponde a 10-15% de todos os acidentes vasculares cerebrais, representando, nos Estados Unidos da América, cerca de 50.000 novos casos por ano. A mortalidade dessa doença é de cerca de 35 a 56% ao final de 30 dias e somente 20% dos sobreviventes estarão independentes em 6 meses.


Acidente Vascular Cerebral

Acidente Vascular Cerebral



O que é


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) - conhecido popularmente como "derrame cerebral".
Tipos

 

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) e Acidente Vascular Hemorrágico (AVCH).


Causas

 

O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), o mais comum, é causado pela falta de sangue em determinada área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria.


O Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH) é causado por sangramento devido ao rompimento de um vaso sanguíneo.


Nos dois tipos de AVC uma vez que o sangue, contendo nutrientes e oxigênio, não chega a determinadas áreas do cérebro, ocorre a perda das funções dos neurônios, causando os sinais e sintomas que dependerão da região do cérebro envolvida. O AVC atinge pessoas de todas as idades, sendo raro na infância. Deve ser considerado como um ataque cerebral, pois é a causa mais frequente de morte e incapacidades na população adulta brasileira.


Existe outra condição chamada "Ataque Isquêmico Transitório" (AIT ou TIA, do Inglês) que consiste na interrupção temporária do fluxo sanguíneo, causando sinais e sintomas iguais ao AVC que, porém revertem-se espontaneamente em um curto período de tempo. O ataque isquêmico transitório deve ser encarado como um aviso de que algo está errado. Sua causa precisa ser descoberta e tratada, antes que o AVC ocorra.


Principais  sintomas

 

Os sinais e sintomas do AVC se iniciam de forma súbita e podem ser únicos ou combinados, de acordo com a lista abaixo:




  • Enfraquecimento, adormecimento ou paralisação da face, braço ou perna de um lado do corpo.

  • Alteração de visão: turvação ou perda da visão, especialmente de um olho; episódio de visão dupla; sensação de "sombra" sobre a linha da visão.

  • Dificuldade para falar ou entender o que os outros estão falando, mesmo que sejam as frases mais simples.

  • Tontura sem causa definida, desequilíbrio, falta de coordenação no andar ou queda súbita, geralmente acompanhada pelos sintomas acima descritos.

  • Dores de cabeça fortes e persistentes.

  • Dificuldade para engolir.



O que fazer diante da suspeita de AVC?


A identificação rápida dos sintomas é muito importante para o diagnóstico e o tratamento adequado, além de redução de incapacidades. Dirija-se imediatamente a um serviço hospitalar especializado. Não perca tempo! Cada minuto é importante, pois quanto mais tempo entre o surgimento dos sintomas e o início do tratamento adequado maior a lesão no cérebro.