Tomar medidas para manter seu coração saudável em diálise

A doença cardíaca é muito comum em pessoas com doença renal ou insuficiência renal. Na verdade, é a principal causa de morte em pessoas com insuficiência renal. Mas há coisas que você pode fazer para manter o coração e os vasos sanguíneos saudáveis. Se você já tiver uma doença cardíaca? Você pode tomar medidas para evitar que fique pior.

O que é doença cardíaca?

Doença cardíaca descreve uma série de distúrbios que podem afetar os vasos cardíacos ou sanguíneos. Os médicos chamam esses transtornos doença cardiovascular . (Cardio significa “coração” e meios vasculares “vasos sanguíneos.”)

Seu coração e vasos sanguíneos trabalhar juntos para trazer oxigênio para todas as partes do seu corpo, incluindo o cérebro, coração, pernas e pulmões. Tendo danos, quer seu coração ou os vasos sanguíneos podem ser muito graves. Ela pode levar a dor no peito, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, ou até mesmo a morte.

Dois tipos comuns de doença cardíaca são:

  • Insuficiência cardíaca.   A insuficiência cardíaca não significa que seu coração parou de bombeamento. Isso significa que seu coração não consegue bombear bem o suficiente para mover o sangue e fluidos através de seu corpo. A insuficiência cardíaca ocorre lentamente ao longo do tempo como a ação de bombeamento do coração cresce mais fraco, ou como vasos sanguíneos que fornecem oxigênio para o coração ficam mais estreitas ou bloqueadas.
  • Doença cardíaca coronária.   Esta doença acontece se os vasos sanguíneos que trazem oxigênio para o coração tornam-se rígidas, estreitas ou obstruídas. Então, mesmo que o coração bombeia bem o suficiente, o sangue não pode mover-se bem através do vaso sanguíneo.

Por que eu sou mais propensos a ter doença de coração se estou em diálise?

Além de insuficiência renal, a maioria das pessoas em diálise têm uma ou mais das seguintes condições:

  • Diabetes
  • Pressão alta
  • Anemia (uma baixa contagem de células vermelhas do sangue)
  • Altos níveis de gorduras como o colesterol no sangue
  • Falta de equilíbrio de minerais como cálcio e fósforo levando a doenças e problemas de coração

Cada uma dessas condições obriga o coração a trabalhar mais. Há também menos fluxo de sangue e oxigênio vai para o coração.

Como seu coração é forçado a trabalhar mais, ele começa a engrossar e crescer mais. Em última análise, o seu coração perde a capacidade de bombear o sangue bem o suficiente. Isto leva a insuficiência cardíaca e morte.

O que mais afeta o meu risco de doença cardíaca?   

Você também tem um maior risco de doença cardíaca se você:

  • estão acima do peso
  • Fumaça
  • Não fazer exercício físico regular suficiente
  • São mais de 45 anos (para homens) ou mais de 55 anos (para mulheres)
  • Tem um histórico familiar de problemas cardíacos, doença renal, ou ambos

Existem testes para verificar se há doença cardíaca?

Você deve ser verificado para doença dos vasos coração e sangue quando você começar a primeira em diálise. Os ensaios devem incluir:

  • Um eletrocardiograma (ECG) – Um registro gráfico da atividade elétrica do coração que diz seu médico se sua frequência cardíaca e batimentos cardíacos são normais ou se os danos do coração ocorreu. O ECG deve ser repetido uma vez por ano.
  • Um ecocardiograma – envia ondas sonoras para o peito para mostrar a forma eo movimento das válvulas cardíacas, bem como o tamanho das câmaras cardíacas e quão bem eles estão trabalhando.

Em alguns casos, você também pode precisar:

  • A ecocardiografia sob estresse – Para ajudar a verificar se há entupimento nas artérias que conduzem ao coração. Este teste envolve tomar um ecocardiograma antes e durante ou logo após estresse físico, geralmente exercitar em uma esteira. Às vezes, um tipo de teste chamado imagem nuclear pode ser usada.
  • Um angiograma (raio-x das artérias ou coração) – para identificar uma área de bloqueio e ajudar a decidir sobre o melhor tratamento para você. Um pequeno tubo chamado cateter é inserido num vaso sanguíneo na virilha ou braço. A ponta do tubo é posicionado quer no coração ou no início das artérias que irrigam o coração. Um fluido chamado especial corante de contraste é injectado. O corante é visível por raio-x, e as imagens obtidas são chamadas angiografias. O seu médico pode decidir usar um tipo especial de meio de contraste que é seguro para a maioria das pessoas em diálise.

Qual o tratamento que eu preciso se eu tiver uma doença cardíaca?

Seu tratamento vai depender do tipo de doença cardíaca que você tem. O tratamento pode incluir:

  • tomar medicamentos
  • mudanças de estilo de vida (comer uma dieta saudável para o coração, fazer exercício regular, perda de peso, se necessário)
  • Angioplastia para limpar uma artéria entupida
  • bypass coronário, que usa um pedaço de veia de sua perna para ignorar uma área obstruída ou estreita de uma artéria coronária (uma artéria que fornece sangue oxigenado para o músculo cardíaco)

Alguns de seus tratamentos podem precisar de ser ajustado às suas necessidades especiais como um paciente de diálise. Por exemplo, as doses de alguns de seus medicamentos podem ter de ser ajustada.

Pode diálise pacientes fazer qualquer coisa para manter a saúde do coração?

Sim. As pessoas em diálise têm necessidades especiais de saúde. Sua equipe de saúde irá desenvolver um plano de tratamento com base em suas necessidades individuais.

Você também pode seguir estas dez “pontas do coração” para um coração saudável.

  • Seguir uma dieta saudável para o coração
  • Obter atividade física regular
  • Mantenha seus níveis de pressão e colesterol no sangue sob controle
  • Mantenha cálcio e fósforo em equilíbrio
  • Se você tem diabetes, manter o açúcar no sangue sob controle
  • Se você tem anemia, começar o tratamento para ele
  • Pare de fumar
  • Reduzir o estresse
  • Manter um peso saudável

Saúde do Coração Dez dicas para manter seu coração saudável

Saúde do Coração: Dez dicas para manter seu coração saudável

As pessoas com doença renal ou insuficiência renal estão em risco de doença cardíaca. Na verdade, é muito comum. Estas dez dicas podem ajudar a diminuir o risco de contrair doenças cardíacas -ou ajudar a manter a doença cardíaca se agrave.

Dica 1: Controle de açúcar no sangue se você tem diabetes 

  • Verifique se o seu nível de açúcar no sangue tão frequentemente como seu médico recomenda
  • Siga seu plano de tratamento de medicamentos, dieta e exercício
  • Pergunte ao seu médico sobre quais medicamentos para diabetes são melhores para você. Alguns medicamentos podem ser melhor do que os outros quando você está em diálise

Dica 2: controle da pressão arterial alta

  • Tome todos os seus medicamentos de pressão arterial como instruído. Alguns medicamentos chamados inibidores da enzima conversora da angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina ajudar a proteger os seus rins e coração. Pergunte ao seu médico sobre estes se você não levá-los agora.
  • Pergunte ao seu médico o que sua leitura da pressão arterial deve ser. Para muitas pessoas, deve ser inferior a 140/90 antes do seu tratamento e menos de 130/80 depois.
  • Siga os seus limites (sal) de fluidos e de sódio para manter extra fluido se acumule.
  • A sua dieta não deve incluir mais de 2000 mg de sódio diárias (ou 5 gramas de sal de um dia).
  • Fale com seu nutricionista uma vez por mês.
  • Pergunte a sua equipa de cuidados de diálise se as seguintes etapas podem ajudar a prevenir o acúmulo de fluido:
    • Aumentar a remoção de fluidos durante a diálise (chamado ultrafiltração )
    • Mais longo ou mais tratamentos de diálise frequentes

Dica 3: Reduzir níveis elevados de colesterol

  • Certifique-se de ter um exame de sangue anual para o seguinte:
    • Colesterol total
    • lipoproteína de baixa densidade (LDL) colesterol “ruim”
    • lipoproteína de alta densidade (HDL) colesterol “bom”
    • triglicerídeos
  • Pergunte ao seu médico quais são seus objetivos de colesterol deve ser. Se os seus níveis não estão na faixa saudável, você deve:
    • Seguir uma dieta de baixa gordura
    • Aumentar a atividade física
    • Pergunte sobre um medicamento para ajudar a reduzir o colesterol, se necessário

Dica 4: Siga uma dieta saudável

  • Coma alimentos pobres em gorduras saturadas e colesterol
  • Limitar alimentos ricos em fósforo como lácteos, nozes, sementes, feijões e as ervilhas secas e refrigerantes escuros. (Veja a dica Coração # 7).
  • Fale com seu nutricionista sobre como obter o direito quantidade de proteínas e calorias para manter um peso saudável.
  • Aumentar os alimentos que são ricos em ácidos gordos ómega-3 de coração saudável, tal como salmão, linhaça, soja, nozes e óleo de canola.

Dica 5: aumentar a atividade física

  • Pergunte ao seu médico se você precisa de fisioterapia primeiro a melhorar a sua força e resistência antes de aumentar a atividade física.
  • Comece a fazer exercícios devagar e construir gradualmente para cerca de 30 minutos na maioria dos dias da semana.
  • Exercer regularmente para ajudar:
    • Melhorar os níveis de colesterol saudável
    • Reduzir o excesso de peso
    • de açúcar no sangue e o controle da pressão sanguínea
    • Melhorar coração e fitness pulmão

Dica 6: Tratar Anemia

  • A maioria das pessoas com doença renal ou insuficiência renal irá desenvolver anemia
  • Anemia significa que seu corpo não tem glóbulos vermelhos saudáveis ​​suficientes
  • A anemia pode ser tratada com drogas chamados AES (agentes estimulantes) de eritropoietina e de ferro extra. Eles ajudam seu corpo a produzir glóbulos vermelhos.
  • Tratamento da anemia pode ajudar a manter a doença cardíaca aconteça. Se você já tem doença cardíaca, isso pode ajudar a mantê-lo de ficar pior.
  • Corrigindo anemia ajuda a manter o músculo do lado esquerdo do coração do espessamento. Se este músculo se torna espessa, é mais difícil para o coração bombear o sangue.

Dica 7: Mantenha cálcio e fósforo no Balanço

  • Cálcio e fósforo são nutrientes importantes que seu corpo precisa. Mas a maioria das pessoas em diálise desenvolver cálcio e fósforo desequilíbrio. Isso pode levar a ossos e doenças cardíacas.
  • Manter estes dois importantes minerais em equilíbrio por:
    • A seguir uma dieta baixa em fósforo
    • Tomar medicamentos denominados aglutinantes de fosfato com suas refeições e lanches
    • Tomando uma forma ativa da vitamina D se prescrito pelo seu médico

Dica 8: Parar de fumar

  • Fumar aumenta o risco de coração e vasos sanguíneos doença.
  • Se você fuma, pergunte ao seu médico para encaminhá-lo para um programa para ajudá-lo a sair.

Dica 9: Converse com seu médico sobre tomar aspirina para prevenir ataques cardíacos

  • Seu médico pode recomendar uma dose baixa de aspirina para ajudar a prevenir ataques cardíacos.
  • Seu médico terá de se certificar de aspirina não causar-lhe ter problemas de sangramento.

Dica 10: Reduzir o stress

  • estressante sentimentos como tristeza, raiva e preocupação podem contribuir para doenças cardíacas.
  • Seu assistente social pode ajudá-lo a aprender a lidar com os sentimentos de estresse e deve falar com você quando você começar a diálise e em intervalos regulares depois disso.
  • Aconselhamento psicológico e medicamentos também pode ser recomendada.

Doença renal crônica

Doença renal crônica

O que é

A doença ou insuficiência renal crônica é a perda lenta e gradual das funções renais. Quando não identificada e tratada, pode levar à paralisação dos rins.

Os rins são órgãos responsáveis pela filtragem de substâncias e nutrientes presentes no organismo. Os componentes necessários são absorvidos, enquanto os tóxicos são eliminados pela urina. Esse equilíbrio é fundamental para o controle da pressão arterial e para regular a concentração de cálcio e fósforo no sangue, contribuindo para a saúde dos ossos e para a manutenção dos glóbulos vermelhos que, em escassez, podem levar à anemia.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a prevalência da doença renal crônica no mundo é de 7.2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. No Brasil, a estimativa é que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença. Desses, 90 mil estão em diálise (um processo de estímulo artificial da função dos rins, geralmente quando os órgãos tem 10% de funcionamento), número que cresceu mais de 100% nos últimos dez anos.

Causas

A doença renal crônica está associada a duas doenças de alta incidência na população brasileira: hipertensão arterial e diabetes.

Como o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial, quando ele não funciona adequadamente há alteração nos níveis de pressão. A mudança dos níveis de pressão também sobrecarrega os rins. Portanto, a hipertensão pode ser a causa ou a consequência da disfunção renal, e seu controle é fundamental para a prevenção da doença. De acordo com a SBN, 35% dos pacientes que precisaram fazer diálise nos rins em 2011 tinham diagnóstico de hipertensão arterial.

Já a diabetes pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, interferindo no funcionamento destes órgãos, que não conseguem filtrar o sangue corretamente. Mais de 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal.

Outras causas são: nefrite (uma inflamação dos rins), cistos hereditários, infecções urinárias frequentes que danificam o trato urinário e doenças congênitas.

Sintomas

A progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à diminuição da função renal. Por isso, em muitos casos a doença não manifesta sintomas até que haja um comprometimento grave dos rins.

Nesses casos, os sinais são: aumento do volume e alteração na cor da urina, incômodo ao urinar, inchaço nos olhos, tornozelos e pés, dor lombar, anemia, fraqueza, enjôos e vômitos, alteração na pressão arterial.

Diagnóstico

A disfunção renal pode ser identificada por dois exames, um de análise da urina e outro de sangue. O primeiro identifica a presença de uma proteína (albumina) na urina, e o exame de sangue verifica a presença de outra, a creatinina. Com a função debilitada, os rins eliminam ou absorvem substâncias de forma desordenada, causando desequilíbrio no organismo.

Prevenção

O primeiro passo é prevenir o desenvolvimento da hipertensão arterial e controlar o diabetes, doenças que mais levam à insuficiência. Por isso, controlar os níveis de pressão, manter a alimentação equilibrada com baixa ingestão de sal e açúcar, eliminar hábitos como o tabagismo, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos e fazer acompanhamento médico regular são ações fundamentais.

Tratamento

A insuficiência renal pode ser tratada com medicamentos e controle da dieta. Nos casos mais extremos pode ser necessária a realização de diálise ou transplante renal (como terapêutica definitiva de substituição da função renal).

O Brasil tem o maior programa de transplante renal público do mundo. Em 2011, foram realizadas 4.957 cirurgias para transplantar rins.

Fontes: Dr. Oscar Pavão, nefrologista do HOSPITAL ALBERT EINSTEIN

Afta

Definição
As aftas, também chamadas de úlceras aftosas ou ainda estomatites aftosas, são lesões erosivas não contagiosas, decorrentes do rompimento do tecido epitelial (uma das camadas da pele da boca) e exposição do tecido conjuntivo.
Incidência
Cerca de 20% da população sofre com aftas recorrentes. E, apesar de serem muito desconfortáveis, normalmente não causam problemas.
Causas
Os motivos do aparecimento não são completamente conhecidos, mas parecem estar associadas a um desequilíbrio do sistema imune do indivíduo.
Existem também alguns eventos que parecem contribuir para o surgimento das lesões, como: trauma local, estresse, períodos de sono curtos, refluxo gastroesofágico, alterações hormonais durante o ciclo menstrual, alergia a determinados alimentos, deficiência das vitaminas B12 e C, deficiência de zinco, ferro e ácido fólico.
Características
A afta se apresenta como uma lesão ulcerada arredondada, recoberta por uma membrana branco-amarelada, circundada por um halo vermelho. Pode ocorrer em qualquer ponto da cavidade bucal, ser isolada ou múltipla, e seu tamanho também pode variar. Com duração média de 7 a 10 dias, as lesões não deixam cicatriz, e sua identificação se dá pelo seu aspecto, pela dor que provoca e pelo tempo de duração.
Todas as faixas etárias podem ser atingidas. No entanto, as lesões costumam ser mais frequentes em crianças, adolescentes e adultos jovens – devido à grande incidência de trauma (mordida acidental, uso de aparelho ortodôntico), mas, principalmente, em função da dieta habitualmente rica em alimentos ácidos (refrigerantes, sucos, frutas ácidas).
Higienização bucal bem feita pode ajudar a diminuir a acidez da boca. É importante que os pais evitem oferecer para a criança grande quantidade de alimentos ácidos e passem a observar o período de duração da afta. Se o desconforto for acentuado, o cirurgião-dentista deve ser consultado.
Apesar do tratamento não ser eficaz para todos os pacientes, ele visa acelerar o processo de cicatrização e diminuir a dor. Anti-sépticos, antiinflamatórios, anestésicos ou protetores de mucosa podem ser utilizados, mas somente com indicação do dentista. E as receitas caseiras devem ser evitadas, pois podem agredir ainda mais a região, provocando até mesmo queimaduras e aumento da dor.
As aftas não oferecem perigo, mas é preciso estar atentos às lesões que não cicatrizam em até 15 dias. Nestes casos, um cirurgião-dentista deve avaliar o local e verificar se não se trata de um carcinoma epidermóide, causador do câncer bucal, que frequentemente começa como uma lesão ulcerada. Também existem algumas doenças sistêmicas com manifestações na cavidade bucal, como o lúpus ou herpes que, em determinadas fases de seu desenvolvimento, podem assemelhar-se às aftas.
Prevenção
As pessoas com propensão para aftas devem evitar ingerir frutas e condimentos ácidos. Uma dieta rica em ferro, ácido fólico e vitamina B12, encontrados em carnes vermelhas e folhas ou legumes verde-escuros, colaboram na prevenção. Além disso, o combate ao estresse também é um forte aliado.

Diabete Infantil

 

Diabete infantil

Criança também tem diabetes?

Sim, mas geralmente Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1).

Crianças e adolescentes são a faixa etária mais afetada pela DM1, sendo esta uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Aproximadamente 20 de cada 100.000 crianças e adolescentes podem desenvolver DM1 a cada ano.
Sintomas de Diabetes

A criança com DM1:

tem muita fome, come muito e, apesar disso, emagrece ou não ganha peso.
tem muita sede.
urina com frequência e em grande quantidade (inclusive durante a noite).
queixa-se de visão embaçada.
sente-se fraca ou sem disposição para realizar as atividades diárias.

O que acontece no organismo de uma criança com DM1

Em pessoas sem diabetes, o açúcar de uma refeição rica em carboidratos (arroz, massas, doces, leite, frutas) é convertido em glicose no intestino. A glicose é então absorvida para o sangue.

A partir do sangue, a glicose deve ser transportada para dentro das células para fornecer-lhes energia. A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, é o transportador da glicose do sangue para dentro das células.

Em crianças com DM-1, o pâncreas não consegue produzir insulina, portanto, a glicose não pode entrar nas células para fornecer-lhes energia e a taxa de glicose torna-se muito elevada no sangue (hiperglicemia).

Não se sabe exatamente o motivo que leva algumas crianças a pararem de produzir insulina, mas sabe-se que há uma tendência hereditária associada a algum agravo ambiental como, por exemplo, uma infecção viral. Neste caso, é possível que o corpo, na tentativa de eliminar o vírus, cometa um erro e comece a destruir suas próprias células que no caso são as células do pâncreas produtoras de insulina. Isto caracteriza uma doença auto imune (o corpo destruindo suas próprias células). Diabetes tipo 1 é uma doença auto imune.

Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em adolescentes

DM2 acomete geralmente adultos, mas pode ocorrer em adolescentes obesos. Neste caso, o adolescente é capaz de produzir insulina, mas a obesidade provoca uma resistência das células à ação da insulina, isto é, a insulina é ineficiente em transportar a glicose para dentro das células e esta se acumula no sangue causando hiperglicemia.

Os sintomas do DM2 podem ser menos perceptíveis mas também incluem sede, urina freqüente em grande quantidade, falta de energia.
Como avaliar se uma criança tem diabetes

Quando os sintomas sugerem diabetes, deve-se procurar o médico ou serviço de saúde para realizar testes apropriados para o diagnóstico. A dosagem da taxa de açúcar no sangue (glicemia) e a detecção de açúcar e/ou cetonas na urina são exames fundamentais para o diagnóstico.
Tratamento do Diabetes

Diabetes tipo 1 pode ser adequadamente controlado com injeções de insulina, dieta com quantidade equilibrada de carboidratos, proteínas e gorduras, e exercício físico regular. A taxa de açúcar deve ser monitorada várias vezes ao dia através da glicemia de ponta de dedo.

Ocasionalmente, nos eventos em que o cardápio for desfavorável à criança diabética (como festas de aniversário), a família e a criança devem aprender a chegar à melhor escolha, contando com a ajuda de doses extras de insulina.

A equipe de nutrição e de enfermagem da escola que a criança frequenta deverá compreender a importância de atender adequadamente um aluno portador de diabetes.

Antes ou após o exercício físico, é aconselhável que a criança que toma insulina tenha a glicemia monitorada, para se evitar quadros de baixa taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia) após o exercício.

Diabetes tipo 2 pode ser tratada com dieta equilibrada, emagrecimento, exercício físico regular e, às vezes, comprimidos que ajudam o pâncreas a produzir mais insulina ou facilitam a ação da insulina.

A dieta equilibrada da criança com DM1 ou DM2 deve ser para toda a família.
A criança diabética precisa de cuidados, mas não é diferente das outras crianças

A criança diabética pode levar uma vida semelhante à das crianças sem diabetes. Quando adultos, serão perfeitamente capazes de ter uma vida normal e produtiva, como é evidenciado por atletas, artistas e músicos famosos que têm diabetes.

Entretanto, se o açúcar do sangue não for mantido em níveis próximos aos normais ao longo dos anos, a criança diabética terá maior risco de ter complicações de longo prazo que acabam por afetar os olhos, rins, coração e sistema nervoso. Seu crescimento na puberdade também poderá ser prejudicado. Portanto, diabetes requer uma vida de disciplina, monitormento e tratamento constantes, mas não impede que a criança seja feliz!

Local de Atendimento: Clinica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein

Autor: Teresa Cristina A. Vieira, pediatra-endocrinologista, Clínica de Especialidades Pediátricas do HIAE

Publicado em 22/11/2012

Afasias

O que é?
As afasias são condições que alteram a capacidade dos pacientes de se comunicar de forma adequada afetando as seguintes funções:
– Capacidade de falar ou se expressar verbalmente
– Compreensão da linguagem verbal
– Compreensão da linguagem escrita (leitura),
– Capacidade de escrever.
As afasias normalmente ocorrem após lesões cerebrais, que geralmente acometem o lado esquerdo do cérebro (hemisfério esquerdo) principalmente nas regiões frontais e temporais à esquerda, onde a maioria das pessoas possuem as redes neurais, que possibilitam as funções cerebrais da linguagem.
As afasias não devem ser confundidas com outras alterações da fala como:
– a disartria que é uma alteração neurológica caracterizada pela dificuldade em articular as palavras de maneira correta.
– a disfonia (rouquidão)  que é toda e qualquer dificuldade na vocalização das palavras. Geralmente relacionadas a disfunções das cordas vocais.
Todo ser humano, faz uso da linguagem. O cérebro, em condições de desenvolvimento normais, possui habilidades que propiciam a aquisição da linguagem quando na presença de estímulos ambientais adequados.
Falar, achar as palavras corretas, compreender, ler, escrever e fazer gestos fazem parte do uso adequado da linguagem.
Alguns pacientes apresentam, como resultado de lesões cerebrais de diferentes causas, alterações em uma ou mais funções da linguagem, levando aos distúrbios conhecidos como afasias.
A palavra afasia deriva do grego (A = não, ausência,) (FASIA = falar) apesar do radical de ausência, as afasias são disfunções dos componentes da linguagem e não ausência da fala.
Tipos
A diferenciação dos tipos de afasias dentre outros  sinais e sintomas neurológicos são parte importante da avaliação neurológica, auxiliando a investigação das causas bem como na localização das diferentes lesões neurológicas que levam a afasia.
​As afasias já apresentaram vários tipos de classificação ao longo da história da neurologia. As classificações difundidas hoje são aquelas que possuem utilidade clínica comprovada.
Testes neuropsicológicos, como por exemplo, o teste de afasias de Boston, são testes padronizados ao redor do mundo, geralmente aplicados por neuropsicólogos, que ajudam a entender os diferentes tipos de disfunção da linguagem nas afasias.
Várias funções da linguagem são avaliadas por esses testes como: fluência do discurso, compreensão do discurso, capacidade de nomeação, capacidade de repetição, leitura, escrita.
A anamnese adequada e o exame neurológico, realizados por neurologistas experientes, associado aos resultados dos testes neuropsicológicos podem dar pistas a respeito da localização da lesão cerebral além da causa das afasias.
Podemos dividir as afasias em dois grandes grupos baseado na fluência do discurso: 1 – afasias fluentes, 2- afasias não fluentes
Afasias não fluentes 
As lesões que levam as afasias não fluentes geralmente acometem áreas anteriores do cérebro, principalmente as regiões frontais que estão envolvidas com a fluência do discurso.
Pessoas com esse distúrbio lutam para se expressar e apresentam grande dificuldade em achar as palavras, falam frases muito curtas e omitem palavras. Uma pessoa pode dizer: “Quer comida” ou “Parque de caminhada hoje”. Muitos ouvintes podem entender o significado do que foi dito. Pessoas com afasias não fluentes podem entender o que as outras pessoas dizem melhor do que podem se expressar. Os pacientes geralmente estão conscientes das suas dificuldades em se comunicar e podem ficar frustrados e irritados. As afasias não fluentes podem apresentar fraqueza ou paralisia do lado direito do corpo.
Afasias fluentes
Pessoas com essa forma de afasia podem falar com facilidade e com fluência, geralmente se expressam com frases longas e complexas que muitas vezes não fazem sentido no contexto da conversa, ou incluem palavras incompreensíveis, incorretas e desnecessárias. Pacientes com esse tipo de afasia geralmente não entendem o que está sendo falado e muitas vezes não percebem que as outras pessoas não conseguem compreendê-los.
Além da fluência podemos dividir as afasias pelos diferentes tipos de alterações de componentes da linguagem conforme tabela abaixo:
afasia.jpg
Principais sintomas
Os sintomas podem ser percebidos pelo paciente, parentes ou pessoas próximas, sem nenhum treinamento formal, podendo se apresentar das seguintes formas: o paciente fala frases curtas ou incompletas, fala frases que não fazem sentido, troca uma palavra por outra ou troca fonemas por outros fonemas, essas trocas são conhecidas como parafasias semânticas ou fonéticas respectivamente, fala palavras incompreensíveis, não entende a conversa de outras pessoas, escreve frases que não fazem sentido.
Causas
​​Várias doenças neurológicas podem levar as afasias por lesões que acometem as áreas de linguagem, como por exemplo os acidentes vasculares cerebrais (AVC), que levam a afasias de instalação aguda ou súbita.
As afasias podem também se instalar de forma gradual​, como quando relacionadas a tumores cerebrais ou doenças degenerativas, como alguns tipos de demências (Demência Frontotemporal ou na Doença de Alzheimer).
Outras causas de lesões cerebrais que podem levar as afasias são: abscessos cerebrais, traumas de crânio, esclerose múltipla etc.
O tamanho da lesão cerebral e o tipo de doença de base determinam o grau de deficiência da linguagem.
​Diagnóstico
O diagnóstico das afasias é eminentemente clínico, sendo o neurologista o profissional mais habilitado para este diagnóstico. A partir da constatação dos sinais e sintomas pelo exame clínico surge a necessidade de um diagnóstico topográfico, que define onde está a lesão no cérebro e o diagnóstico etiológico, que é a causa ou doença que levou a afasia. Para o diagnóstico do local da lesão cerebral e da causa, os principais exames complementares são: a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.
Tratamento
A doença de base deve ser definida e tratada adequadamente o mais rápido possível. Caso o quadro de afasia apresente instalação aguda ou súbita o paciente deve procurar imediatamente um pronto socorro especializado, pois, a causa pode ser um acidente vascular cerebral (AVC). Os AVCs devem ser tratados o mais precoce possível, pois, isso aumenta as chances do paciente evoluir sem sequelas.
Após iniciar o tratamento das doenças de base, o tratamento para as afasias deve ser feito com programas de reabilitação de linguagem que tem como seu principal pilar a fonoterapia. Essa terapia envolve a prática de habilidades linguísticas e pode ensinar os pacientes a suprir deficiências com outras formas de s​e comunicar. Os membros da família frequentemente participam do processo de reabilitação, ajudando com a comunicação dos pacientes.
Prevenção
Não há como prevenir diretamente as afasias. A prevenção ocorre ao evitar as doenças de base. A prevenção das doenças vasculares cerebrais (AVCs) é uma abordagem eficaz, uma vez que estão entre as principais causas de afasias. O controle dos fatores de risco para doenças vasculares como:  controle da pressão arterial, diabetes mellitus, colesterol, obesidade, sedentarismo, tabagismo entre outros, seria uma forma de prevenir AVCs e consequentemente as afasias.
Incidência no Brasil
​Não há dados estatísticos específicos sobre a incidência das afasias na população brasileira, haja visto, que podem ser consequência de uma série de doenças neurológicas. A mais comum das doenças neurológicas que levam a afasia, são os acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Dados do DATASUS indicam que houve 170.000 casos de internações hospitalares por AVC no Brasil em 2016, sendo esta doença a principal causa de morte e sequelas incapacitantes no Brasil.

Arritmias

 

Arritmias

O que é

As arritmias são alterações no ritmo cardíaco que na maioria das vezes acontecem de forma inesperada. Na maioria das pessoas os batimentos cardíacos giram em torno de 60 a 80 por minuto, com variações nas situações de repouso ou esforço físico. Alterações nesse funcionamento podem fazer o coração bater em ritmo acelerado (taquicardia) ou lento demais (bradicardia). Muitas são benignas e não causam sintomas, porém outras podem provocar sensação de palpitações, desmaios e risco de morte.

As arritmias podem se originar na parte superior (átrios ou supraventriculares) ou inferior do coração (ventrículos). Dentre as arritmias supraventriculares destacam-se as extra-sistoles atriais; taquicardia atrial, flutter e fibrilação atrial. A fibrilação atrial é bastante freqüente na prática clínica. Trata-se de uma alteração no ritmo cardíaco, com contrações rápidas e não coordenadas dos átrios, que atinge boa parte da população na terceira idade.

Nos ventrículos, a mais frequente é a extra-sístole, batida precoce que se assemelha a uma batida a mais no coração. Em casos raros, pode evoluir para a taquicardia ventricular e desencadear uma incapacidade dos ventrículos de impulsionar o sangue adequadamente para o organismo, podendo levar a perda da consciência e necessidade de atendimento imediato. Em casos extremos ela pode levar à fibrilação ventricular, uma das principais causas de parada cardíaca e morte cardíaca súbita no mundo. Cerca de 90% desses casos poderiam ser evitados se fossem diagnosticados precocemente.

Causas

Para o coração funcionar normalmente é preciso que um estímulo elétrico, gerado no nódulo sinusal, chegue ao coração de forma organizada. Quando existe falha na origem e condução desse estímulo, ou quando aparecem estímulos em outras partes do coração, há uma desorganização da atividade elétrica cardíaca, ocasionando uma arritmia.

O ritmo das batidas do coração pode ser modificado pelo uso de medicamentos ou por condições como disfunção da tireóide, anemia, desidratação, infecções, estresse, atividade física e ansiedade.

Sintomas

Os principais são palpitações, fraqueza, tonturas, sudorese, desmaios, confusão mental, falta de ar, mal-estar e sensação de peso no peito.

Em casos graves, a arritmia pode levar à formação de coágulos no coração, provocando um acidente vascular cerebral (AVC) ou ao comprometimento da função cardíaca levando à morte cardíaca súbita. Nesses casos, o atendimento médico imediato é fundamental.

Diagnóstico

Primeiramente é feita uma avaliação clínica e exame físico. Em alguns casos é preciso uma investigação mais detalhada, como o teste ergométrico, eletrocardiograma, o Holter – que registra o batimento cardíaco do paciente em suas atividades cotidianas 24 horas por dia, ou o Web-Loop, chamado monitor de eventos, capaz de transmitir o traçado eletrocardiográfico, por meio da internet, no momento do sintoma.

Quando não é possível identificar o problema por esses métodos não invasivos, a opção é o estudo eletrofisiológico, em que cateteres com eletrodos são inseridos na veia femural na altura da virilha e colocados em posições estratégicas do coração para que seja feito o mapeamento elétrico e localizado o foco de origem da arritmia.

Tratamento

O tratamento depende do tipo, frequência e grau da arritmia. Pode envolver desde o uso de medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, a realização da ablação por cateter, procedimento em que se aplica energia de radiofrequência para eliminar ou atenuar focos de arritmias.

Nos casos de bradicardias, os marcapassos – equipamentos que emitem impulsos elétricos para corrigir falhas no ritmo dos batimentos – podem ser implantados embaixo da pele. Com o avanço tecnológico esses aparelhos são muito pequenos, não comprometendo o estilo de vida do paciente.

Já nos pacientes de taquicardia ventricular, pode ser implantado um desfibrilador automático, que faz a detecção do ritmo cardíaco alterado e corrige a pulsação, através da emissão de um choque para trazer o coração à frequência normal.

Em casos extremos, é necessária a realização de cirurgias. Atualmente já existem técnicas que possibilitam a correção das arritmias sem necessidade de abrir o tórax do paciente, reduzindo o tempo de recuperação e melhorando a qualidade de vida do paciente. Desde 2010, o Einstein realiza o método minimamente invasivo também com o auxílio de um robô. Por meio de um console, o cirurgião maneja os “braços” para realizar a cirurgia. O equipamento traz maior destreza, precisão, segurança e possui um sistema de captação de imagens digital de altíssima resolução.

A cirurgia robótica também pode ser associada à ablação por cateter, para o tratamento da fibrilação atrial. É a terapia híbrida, usada em pacientes que não respondem às demais técnicas.

Prevenção

Além da prática de exercícios físicos e alimentação balanceada (baixa ingestão de sal e gorduras), é essencial a avaliação médica regular (check-up) e o controle de fatores de risco de doenças como diabetes, obesidade, hipertensão e tabagismo.

 

Angina

 

Angina

Problema geralmente está associado à aterosclerose A angina é uma dor ou desconforto no peito causada pela diminuição do fluxo de sangue no coração. Geralmente está associada à doença arterial coronariana (ou aterosclerose), podendo se manifestar de forma súbita ou recorrente.

Essa dor ocorre porque, com o acúmulo de gordura na parede das artérias (aterosclerose), o músculo cardíaco não recebe a quantidade adequada de oxigênio necessária para o seu funcionamento.

Tipos e causas

Existem dois tipos de angina: estável e instável. A primeira é a forma mais comum, que ocorre em situações de esforço, como subir escadas ou fazer exercícios físicos, e desaparece com o repouso. Isso acontece porque o coração precisa de mais oxigênio, e a quantidade de sangue bombeada não é suficiente para oxigená-lo. Além de atividade física, o estresse emocional, temperaturas frias, refeições pesadas e tabagismo também podem causar esse tipo de dor.

Já na angina instável o desconforto não é amenizado com o repouso. A dor surge de forma súbita, geralmente no repouso, por um bloqueio ou redução do fluxo sanguíneo nas artérias do coração. É um sintoma perigoso, pois geralmente precede o ataque cardíaco. Além do entupimento das artérias, as causas desse tipo de angina são tabagismo, estresse, uso de drogas como cocaína e medicamentos que estimulam a contração das artérias.

A angina também pode estar associada a outras doenças, como hipertensão arterial, disfunção na válvula aórtica e insuficiência cardíaca.

 

Fatores de risco

Tabagismo, diabetes, hipertensão arterial não controlada, colesterol e triglicérides em níveis mais altos do que o recomendado, sedentarismo, obesidade, stress, idade (a partir dos 45 anos) e herança genética.

 

Sintomas

O principal é a dor. Os pacientes que têm angina relatam uma sensação de aperto, pressão, peso e compressão na região do tórax que podem se estender até os ombros, braços, pescoço e costas. Muitas pessoas confundem com dor de indigestão. Na dúvida, o recomendado é procurar um médico imediatamente.

 

Diagnóstico

Para a investigação do diagnóstico, além de um exame clínico, é analisada a presença de fatores de risco, como hipertensão ou diabetes, e se há história de angina na família. Também contribuem para a detecção da doença exames como eletrocardiograma, teste de esforço, radiografia, ecocardiograma, cateterismo e testes para verificar os índices de colesterol, glicose e proteína PCR. Quando esses índices estão alterados pode ser sinal de inflamação na parede das artérias.
Prevenção

Adoção de hábitos saudáveis, como praticar atividade física regularmente e manter uma dieta equilibrada, cessação do tabagismo, controle da diabetes e da pressão e redução do nível de estresse.
Tratamento

Além da mudança de estilo de vida, pode ser feito tratamento com medicamentos e exercícios de reabilitação cardíaca.

H1N1- sintomas

 

H1N1- prevenção, sintomas e tratamento

O vírus H1N1 já matou 71 pessoas até 26 de março no país em 2016, de acordo com o governo, mais do que no ano passado inteiro, quando foram registradas 36 mortes pela infecção. A chegada antecipada do vírus e a severidade dos casos têm chamado a atenção dos médicos e provocado uma corrida às clínicas de vacinação. Veja perguntas e respostas sobre oH1N1 e outros vírus da gripe:

É comum haver tantos casos graves e mortes por gripe nesta época do ano?
Não. Houve uma antecipação da temporada de gripe no Brasil. “O esperado para seria ter o pico de casos no mês de julho. O que está acontecendo neste momento é uma antecipação de circulação doH1N1”, diz a pediatra Lucia Bricks, diretora médica de Influenza na América Latina da Sanofi Pasteur.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte.

Também chama a atenção dos médicos a grande proporção de casos graves e mortes em adultos. Em geral, complicações costumam ser mais comuns em idosos, gestantes, crianças pequenas e outros grupos de risco.

Mais da metade dos casos graves e mortes registradas este ano foram na faixa etária de 40 a 60 anos.

Já é possivel se vacinar este ano?
As clínicas particulares já têm disponível os primeiros lotes da vacina trivalente contra influenza de 2016, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. A vacina trivalente pode ser usada a partir dos 6 meses de idade.

Já a vacina tetravalente ou quadrivalente – que além de proteger contra o H1N1, o H3N2 e a Influenza B também protege contra uma segunda cepa da Influenza B – ainda está começando a ser distribuída. A vacina tetravalente pode ser usada a partir dos 3 anos de idade.

Como será a vacinação na rede pública?
A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, podem antecipar a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção. O Ministério da Saúde anunciou que começaria a enviar as doses aos estados a partir desta sexta-feira (1º).

Na rede pública, a vacinação contra influenza é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.

A vacina muda todo ano?
Sim. Todo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma previsão de quais serão os vírus Influenza que devem circular no inverno do hemisfério norte e do hemisfério sul com base em amostras de pacientes coletadas em centros sentinela distribuídos em todo o mundo.

As vacinas são desenvolvidas com base nessa informação, que costuma ser divulgada pela OMS em setembro no caso do hemisfério sul. O processo de desenvolvimento da vacina é complexo e leva, em média, 6 meses.

A vacina de 2016 tem o mesmo vírus H1N1 que a de 2015. As cepas do H3N2 e do Influenza B, porém, são diferentes em relação ao ano passado.

Quem tomou a vacina no ano passado está protegido este ano?
Não. Mesmo para o vírus H1N1 que permanece o mesmo do ano passado, a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses, reduzindo o grau de proteção. Em relação ao vírus H3N2 e ao Influenza B, não há proteção nenhuma, já que os vírus mudaram.

Quais são os vírus Influenza circulando este ano?
No estado de São Paulo, cerca de 60% da circulação deste ano corresponde ao vírus Influenza A/H1N1 e 40% aos vírus Influenza B, segundo informações divulgadas no Simpósio Internacional de Atualização em Influenza, evento organizado pela Faculdade de Medicina da USP em São Paulo. Os casos mais graves têm sido associados principalmente ao H1N1.

Além da vacina, quais são as medidas preventivas contra a gripe?
Lavar as mãos com frequência e manter os ambientes ventilados continuam sendo medidas de prevenção importantes contra qualquer tipo de gripe. No vídeo, o infectologista Caio Rosenthal dá dicas de como se prevenir contra a influenza:

Quais são os sintomas do H1N1?
A gripe – tanto a H1N1 quanto a H3N2 ou a Influenza B – tem como sintomas febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça. No caso do H1N1, um sintoma que chama a atenção é a falta de ar e o cansaço excessivo.

É importante distinguir a gripe do resfriado comum, que é muito mais leve, com sintomas menos graves como coriza, mal estar, dor de cabeça e febre baixa.

Como é o tratamento do H1N1?
O tratamento deve envolver boa hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico. Um deles é o Oseltamivir (mais conhecido pela marca Tamiflu), distribuído pela rede pública para hospitais e unidades básicas de saúde.

Trata-se de um antiviral específico contra o vírus Influenza, indicado para pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, para que a eficácia seja maior. O tratamento também pode envolver o uso de analgésicos para aliviar os sintomas.

O H1N1 que circula no Brasil tem mutação que o deixa mais perigoso?
O vírus que circula hoje no Brasil não tem certas mutações perigosas associadas a casos mais graves da doença, segundo pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará. Para chegar a essa conclusão, eles fizeram o sequenciamento parcial do genoma do vírus a partir de amostras de pacientes infectados coletadas nos primeiros meses do ano em diferentes estados do país.

Infarto do Miocárdio

Infarto do Miocárdio

Infarto do Miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, é a morte das células de uma porção do músculo do coração, em decorrência da formação de um coágulo (trombo) que interrompe, de forma súbita e intensa, o fluxo de sangue no interior da artéria coronária.

A principal causa do infarto é a aterosclerose, processo no qual placas de gordura se desenvolvem, ao longo dos anos, no interior das artérias coronárias, criando dificuldade à passagem do sangue.

Na maioria dos casos, o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando a formação do trombo e interrupção do fluxo sanguíneo.

Cada artéria coronária irriga uma região específica do coração. Sendo assim, a localização do infarto dependerá da artéria obstruída. Mais raramente, o infarto pode ser causado por espasmo da artéria coronária (contração súbita da parede da artéria) interrompendo o fluxo de sangue ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do coração e que se aloja no interior da coronária.

Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ser “silencioso”, sem sintomas específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito que apresentado por esses pacientes.

Fatores de risco

Tabagismo

O cigarro é o maior fator de risco para a morte cardíaca súbita.

Colesterol

O colesterol ruim (LDL), quando em excesso, deposita-se no interior das artérias, levando à aterosclerose.

Diabetes mellitus

A chance de ocorrência de infarto em diabéticos é 2 a 4 vezes maior.llitu

Hipertensão arterial farto

 

Metade das pessoas que infartam é hipertensa.

Obesidade

Especialmente, a obesidade abdominal (acúmulo de gordura na região da cintura) aumenta a chance de um ataque cardíaco.

Estresse e Depressão

Além de fator de risco, quando não tratados, pioram a evolução dos pacientes após o infarto.

Complicações

Arritmias cardíacas

Alterações do ritmo cardíaco são frequentes na vigência do infarto. Metade dos pacientes morre antes de chegar ao serviço de saúde (pronto socorro ou hospital) em decorrência de arritmias.

Insuficiência Cardíaca

Quanto mais extensa a área do infarto maior a chance de ocorrer enfraquecimento do músculo cardíaco. Em tal situação, o coração não conseguirá bombear adequadamente o sangue para o corpo, resultando em insuficiência cardíaca.

Sintomas

  • Dor ou desconforto no peito que pode irradiar-se para as costas, mandíbula, braço esquerdo e, mais raramente, para o braço direito. A dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre tórax. Menos frequentemente, a dor é localizada no abdome, podendo ser confundida com gastrite ou esofagite de refluxo.
  • Falta de ar. Especialmente nos idosos, esse pode ser o principal sintoma do infarto.
  • Outros sintomas incluem sudorese (suor em excesso), palidez e alteração dos batimentos cardíacos.

Tratamento

O infarto do miocárdio é uma emergência médica. Metade das mortes por IAM ocorre nas primeiras horas após o início dos sintomas. Quanto mais precoce o tratamento, menor será o dano ao miocárdio.

  • Chamar imediatamente um serviço de emergência (SAMU 192)
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